No dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo de sua pequena cidade de Wittemberg, na Alemanha, Noventa e Cinco Teses que denunciavam a deturpação do evangelho, a venda de indulgências, a corrupção da igreja, e chamavam o cristão ao arrependimento e à fé.  Mal imaginava ele que este gesto seria revolucionário.

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Quando questionado sobre suas posições, Lutero manteve sua consciência cativa à Palavra de Deus e permaneceu inabalável.

Ele prosseguiu firme em sua reforma, e a luz das Escrituras inundou sua mente de modo definitivo, levando-o a entender algo que mudaria completamente sua vida e o curso da história. Sua alma renascera e entrara pelas portas abertas do paraíso quando compreendeu que somos justificados somente pela fé. Antes, debaixo do jugo da lei e nascido escravo do pecado. Agora, vivo pela fé, liberto da lei, livre de todos e escravo, por amor, de todos.

O reformador sabia que este era o verdadeiro tesouro da igreja: o santíssimo Os 5 Solasevangelho da glória e da graça de Deus; A justificação pela fé se tornaria o artigo pelo qual a igreja permaneceria de pé ou cairia. Um ensino inegociável das Escrituras, e, diante da Palavra, todos precisavam ceder. Assim, a paz se possível, mas a verdade a qualquer custo.

Foram essas convicções que levaram camponeses e príncipes da Alemanha a abraçarem a fé em Cristo e a firmarem seu protesto, em 1529, quando desafiados a abandonar a Reforma. Hoje, nós ainda somos chamados a lutar esse bom combate. Porém, nossa luta não é contra carne e sangue. Não militamos segundo a carne.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus para destruir fortalezas. Nossa vitória sobre o mundo: a fé. Nossa arma de combate: a verdade do evangelho. Somos todos mendigos, mas sabemos que nosso Deus é torre forte e que sua Palavra não voltará vazia e tudo fará.